DIVERSIDADE
MULTICULTURALISMO NO
AMBIENTE ESCOLAR.
Diversidade – Sinônimo heterogeneidade, multipluralidade variação,
variedade, desigualdade, diferença, distinção.
Diversidade é tudo que nos
diferencia um do outro, porque todo ser humano é singular.
A diferença é qualidade do que é
diferente; o que distingue uma coisa de outra, a falta de igualdade ou de
semelhança. A diferença é beleza...
Importa saber aprecia-la em quem
vive conosco, perto de nós ou longe.
Apesar de sermos diferentes uns
dos outros, fruto da diversidade cultural, temos o mesmo valor, e os mesmos
direitos.
Assim, cada um de nós deve
respeitar a desigualdade, aceitando-os como são aprendendo com eles. Cada gesto
nosso em relação ao outro, por menor que seja, vale muito.
Transforma o mundo, tornando-o
mais justo e mais fraterno.
“Todos os seres humanos nascem
livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência,
devem agir uns para com os outros com respeito, aceitando as diferenças”; seja
ela racial, religiosa, cultural, homosexual, entre outras.
Para falarmos de
multiculturalismo vários movimentos sociais tiveram que acontecer abrindo
caminho, para que hoje possamos nos inquietar pelo desejo de compreensão e
busca de novas possibilidades pedagógicas, que nos permitam atuar numa
perspectiva de respeito com a nossa rica diversidade cultural.
Estes movimentos sociais a que
refiro tiveram como consequência, o abalo da Ciência, da Razão, dos Padrões
"Universais" e hegemônicos de ser, sentir e estar no mundo. Hoje, em
todo o planeta, olhos se abrem para os Outros, principalmente para os que não
fazem parte dos padrões.
Lembrando que esses olhares não
ocorrem por benevolência ou concessão de ninguém, mas por influência pressão,
movimentos feministas, negros, homosexuais - e de outros povos e culturas que
não comungam ou se beneficiam com o modo padronizado de ser, pensar e de agir.
Ao mesmo tempo, questões de
cunho religioso, político ganham notabilidade internacional... As questões das
diferenças de gênero, cultura, etnia, cor e de várias especialidades borbulham
no mundo. E, com a visibilidade global de singularidades, de outras formas de
ser e estar no mundo, que se agenciam, buscando comunicação, vem também a
necessidade de pensar e discutir diante dessa nova era social que se apresenta:
Como se pode construir uma pedagogia multicultural e criativa em que não se reproduzam
padrões, com exclusões? E no Brasil? Há um consenso que o Brasil é um país
multicultural e pluriétnico. Um país cuja diversidade é cantada e contada, em verso e prosa e vem encantando a
todos.
No entanto, infelizmente, no que
se refere especificamente à Educação, vemos o quanto essa diversidade não é
incorporada a contento às organizações educacionais. Embora encantados, ideologicamente
comprometidos com o "Mito da Democracia Racial", constatamos que
nosso sistema educacional vem sendo produtor e reprodutor de desigualdades
sociais e étnicas: A riqueza cultural e étnica do nosso país ou não é levada em
consideração no cotidiano das
nossas escolas ou é mal
trabalhada, tendendo ao estereótipo e à disseminação de preconceitos.
Vemos, enfim, o acirramento de
conflitos culturais e étnicos no planeta colocando a discussão crítica e a
preocupação com a questão cultural e étnica como uma das questões-chave do
século e vão muito além do Brasil.
Neste sentido, antes de fazermos
uma viagem acompanhada do tema multiculturalismo viagem na qual expectativas se
colocam, medos, receios, convivências, contatos se anunciam necessitamos fazer um
roteiro, preparar as malas, destacar o que levaremos de sonhos, projetos,
desejos...
O termo multiculturalismo
combate o etnocentrismo, ou seja, combate a visão de mundo da sociedade
dominante que se torna mais importante do que as demais. A política multiculturalista
visa resistir à homogeneidade cultural, sobretudo quando esta homogeneidade
afirma-se única e legítima, reduzindo outras culturas a particularismos e dependência,
interpretações e atitudes do outro. O reconhecimento do outro tem um significado
mais complexo e profundo sob a ótica desse multiculturalismo, as formas de vida
do outro são de nosso interesse, ainda que não vivamos essas formas, o respeito
pelo outro não admite força, violência ou dominação, admite sim o diálogo, o
reconhecimento e a negociação das diferenças.
O multiculturalismo aplicado à prática educacional, oferece oportunidade de um novo modo de compreender e valorizar a diversidade cultural. Mais do que a simples tolerância e integração, o multiculturalismo propõe a interação das várias formas de manifestação cultural, não apenas no que diz respeito aos pontos de semelhança que se verificam entre uma e outra, mas sobre tudo no que diz respeito às suas diferenças mais essenciais.
O multiculturalismo aplicado à prática educacional, oferece oportunidade de um novo modo de compreender e valorizar a diversidade cultural. Mais do que a simples tolerância e integração, o multiculturalismo propõe a interação das várias formas de manifestação cultural, não apenas no que diz respeito aos pontos de semelhança que se verificam entre uma e outra, mas sobre tudo no que diz respeito às suas diferenças mais essenciais.
Pensar o multiculturalismo, tema
complexo, controverso e de modo geral considerado indefinido - sobretudo quando
o relacionamos à educação e mais especificamente à escola - coloca-nos diante de
desafios do nosso tempo; a percepção da diversidade humana, a desconstrução de
verdades, a integração, interação de saberes a desierarquização das diferenças
e visões de mundo, dentre outros desafios e, sobretudo, um profundo amor e
respeito pela Vida.
O Universo Escolar é marcado
eminentemente pela presença de pessoas. Estas se apresentam com suas
singularidades: diferentes tamanhos, etnias, visões de mundo, modos de ser,
sentir, agir, sonhar... A escola é um espaço eminentemente da diferença, da
diversidade, e também de encontros, embates, conflitos, possibilidades... É um
espaço do múltiplo.
Discutir a presença da Diferença, da
Diversidade na escola, numa abordagem pluriétnica, multicultural e
multidisciplinar, tomando como desafio novas possibilidades, mais democráticas
de tratar a Diferença, o Outro no cotidiano das nossas escolas.
O Potencializar educadoras e
educadores a se aventurarem em experiências criativas promotoras de uma
educação não racista, não machista e não elitista.
Propiciar momentos de encontro, atualização e,
consequentemente, construção, produção coletiva do conhecimento, a favor de uma
Educação para Todos, efetivamente inclusiva, a partir do olhar sobre a nossa
diversidade cultural.
É importante considerarmos que a escola tem
papel fundamental no combate ao preconceito, porque participa da formação das
crianças como cidadãos. Ela contribui significativamente para a construção da
identidade do indivíduo, pois o ambiente escolar é um espaço da diferença, da
diversidade e também de encontros, embates, conflitos...










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