Identidade

Bom Dia.
 Hoje vamos abordar um assunto muito discutido por todos nós, vamos falar sobre IDENTIDADE.




A questão da identidade está sendo extensamente discutida na teoria social. Em essência, o argumento é o seguinte:

“as velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em       declínio, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o indivíduo moderno, até aqui visto como um sujeito unificado. A assim chamada crise de identidade”.

  Identidade constitui relevante objeto de estudo para teoria social assim como para teorias na educação. No social parece ser de algum modo acordado refletir sobre quem somos e como nos situamos diante dos grupos a que pertencemos ou queremos pertencer, dessa forma a teoria de identidade justifica a interação entre a experiência de mundo e os cenários históricos e culturais em que a identidade é formada. No âmbito da educação, revela-se indispensável. À teoria pedagógica, precisa examinar de que modo espera contribuir  com formação do aluno afim de que o aluno aprenda atribuir significados e a, agir socialmente, de modo autônomo. (PLT pag. 38 e 39).

A identidade pessoal é o “EU” aquilo que me permite, pela história pessoal que tenho, afirmar-me como pessoa, percebendo a existência de uma constância na diversidade circunstancial. Ela não é formada individualmente, é necessário a troca de informações e o convívio com outras pessoas. Uma pessoa que nunca se socializou, viveu presa sem o contato de outras pessoas essa pessoa possivelmente não irá se comunicar de forma correta e muito menos terá uma identidade. Quem ela é? O que ela quer? Perguntas assim ficam difíceis de serem respondidas quando a pessoa não tem uma base do que realmente é nesse vasto mundo.

Para compreender esse processo de produção do sujeito, que lhe permite apresentar-se ao mundo e reconhecer-se como alguém único, a psicologia construiu o conceito de IDENTIDADE.

O ser humano vive em constante procura pela sua identidade cultural, há muitos anos atrás, nos definíamos pela nossa vila, ou pela nossa cidade e mais tarde pelo nosso  pais. Porém, com a globalização, principalmente nos meios de comunicação e na internet, nossa identidade cultural deixou de ser através de nosso local de nascimento e passou a se construir através das coisas que nos identificamos. Não importa se é um lugar, um estilo de vida, seguidores de um time, uma pessoa ou religião. A verdade é que nossa identidade agora é multicultural e globalizada.

Você já parou pra pensar porque é tão difícil falarmos de nós mesmos? O primeiro impulso é descrever seu perfil externo, ou seja, aquilo que as pessoas podem observar de fora. Isso acontece, por dois motivos: Cada pessoa tem uma série de múltiplas identidades, exibidas em diferentes situações e grupos sociais, o culto da superficialidade desencoraja a reflexão sobre essas identidades e suas contradições inerentes, exigindo que as pessoas pareçam bem resolvidas. O resultado é uma forte tensão entre o que as pessoas sentem que são e aquilo que elas são obrigadas a parecer que são. Quando a contradição aflora a sociedade reprime rotulando assim de: “CRISE DE IDENTIDADE”. Faça essa pergunta a você mesmo, Quem Sou Eu?

 

Referências, Hall – Stuart, A Identidade em Questão, Gilroi 1997, Moreira - Antônio Flavio, candau - Vera Maria, PLT 259, Editora Vozes - Multiculturalismo, Diferenças Culturais e Práticas Pedagógicas. PLT  207 Editora saraiva - Psicologia, Bock-Ana Mercês Bahia, Furtado – Odair, Teixeira – Maria de Lourdes Trassi.

 
P.S.
Esse foi um dos primeiros trabalhos que fiz, tenho que confessar que foi um desafio, e que adorei cada momento, quero agradecer a Professora Flávia Garcia, por ter contribuido tanto na elaboração do mesmo.

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